Evolução da Actividade do Ano 2006

INAPA – INVESTIMENTOS, PARTICPAÇÕES E GESTÃO, SA
( Sociedade Aberta )
Sede: Rua do Salitre, n.º 142, freguesia de São Mamede, Lisboa
Capital social: € 150 000 000
NIPC: 500 137 994
Matrícula n.º 36 338 da Conservatória do Registo Comercial de Lisboa<>

EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE ANO 2006


FACTOS RELEVANTES

• Redução dos volumes comercializados (-3%) em linha com o mercado;
• Preços médios de venda em linha com o ano anterior;
• Manutenção da Margem Bruta em 17,5%;
• Custos Operacionais crescem 2,9% devido ao aumento de custos de transporte e provisões;
• Custos de reestruturação ascendem a 10,5 M€;
• Início do processo de reestruturação em França.

O MERCADO

O exercício em apreço verificou-se o início do processo de ajustamento da oferta no mercado através do encerramento de algumas máquinas , reforçado no decurso do 1º trimestre de 2007. As taxas de ocupação subiram estando actualmente acima dos 90%.

O consumo de papel realizado através da distribuição reduziu-se ligeiramente (-1%), apresentando os preços uma ligeira subida no último trimestre do ano.

A INAPA

No volume de vendas desceu 3% face a 2005, reflectindo o contexto recessivo da economia, bem como o impacto do início do processo de reestruturação em França. Este facto não pode ser dissociado dos processos de reestruturação empreendidos, que quer pela complexidade e burocracia envolvida se prolongaram por uma parte significativa do ano.

Assim o valor transaccionado, diminuiu 1.1% para 1 074 milhões de euros, em linha com o mercado, sendo de salientar a melhoria do rácio stock/indent para 51% ( 50% em 2005).

O preço médio de venda manteve-se inalterado, embora se tenha verificado um ligeiro acréscimo no último trimestre do ano.

O rácio stock/indent melhorou fixando-se em 51%.

A margem bruta aumentou ligeiramente para 17,5% ( 17,1% em 2005). Em valor a margem bruta situou-se nos 186 milhões de euros, 6 milhões de euros abaixo do valor de 2005 devido ao menor volume transaccionado e á redução dos descontos comerciais associados.

Os custos operacionais cresceram 2.9% para 175 milhões de euros, reflexo do aumento dos custos de transporte induzido pelo preço do petróleo, e por uma política de reforço de provisões.

Ao nível dos custos de pessoal e fornecimentos de terceiros, e resultante já dos processos de reestruturação ocorridos, verificou-se uma redução de 2%.

O EBITDA recorrente reduziu-se em 5.8 M€, como resultado da redução do volume negociado e consequentemente do valor da margem bruta.

No exercício de 2006 os custos de reestruturação ascenderam a 10.5 milhões de euros.

As amortizações mantiveram-se em linha com o ano anterior, registando o EBIT uma queda de 11.7 milhões de euros, reflectindo a evolução dos custos não recorrentes.

Não obstante a redução da dívida bancária remunerada para 455 milhões de euros (480 M€ em 2005) o aumento das taxas de juro penalizou os custos financeiros em 5,7 milhões de euros, fixando-os em 28.5 milhões de euros.

A alienação de investimentos financeiros permitiu uma mais valia de 3.2 milhões de euros.


O resultado líquido fixou-se em – 13.2 milhões de euros.

O resultado líquido consolidado do exercício reflecte ainda o impacto:

• do efeito do teste de imparidade ao valor dos activos que, conforme aviso ao mercado de 27 de Abril último, é de 40.190.000 euros.

Ao nível das contas simples a alteração do critério contabilístico de valorização de participadas, do método de custo de aquisição, para o método de equivalência patrimonial. Nos exercícios anteriores o impacto da adopção do método da equivalência patrimonial, constava na nota 51 do anexo às demonstrações financeiras individuais.

Conforme aviso ao mercado datado de 27 de Abril de 2007, o efeito contabilístico ao nível dos capitais próprios é de 149.088.700 euros




OUTLOOK 2007

Prevê-se para 2007 a confirmação da tendência de subida de preços verificada em finais de 2006, com maior impacto no segmento uwf e office, mas que se poderá também estender ao segmento cwf.

Os volumes deverão apresentar um ligeiro aumento.

O Grupo apresentará um programa a 3 anos de optimização e racionalização das operações, com o objectivo de assegurar a melhoria dos índices de eficiência e de rentabilidade dos capitais investidos.